03 junio 2011

Acampada Lisboa 2J: A força da falsificação do movimento no Rossio, Lisboa.

El movimiento que hay en Rossio es un movimiento falsificado. A estas alturas todos sabemos que no se trata del movimiento Democracia verdadeira já! o 19M o Portuguese Revolution, denominación que se le puso para establecer un claro paralelismo con el movimiento Democracia real ya o 15M o Spanish Revolution. En absoluto. A día de hoy, el movimiento en Lisboa (no sé qué ocurre en Coimbra o en Porto) se explica de esta manera: por un lado, un grupo de personas de partidos políticos de izquierda (BE y PCP) que tiene sus propios intereses; por otro, una serie de personas, entre las que me incluyo, que quiere acabar con esta ideologización izquierdista e intenta que el movimiento se defina con claridad y plantee como objetivo la búsqueda de una democracia auténtica: el establecimiento de mecanismos que garanticen que todos los votos tienen el mismo valor, que fomenten la participación ciudadana y posibiliten que los ciudadanos intervengan mediante referendum en la toma de decisiones importantes para el país, así como el establecimiento de mecanismos de control exahustivo de las actividades de los políticos con vistas a acabar con la corrupción política en todos los ámbitos y niveles. Eso para empezar, y a esa empresa se sumarían muchos, muchísimos ciudadanos.

Sin embargo, a los objetivos que actualmente se propone el movimiento -gracias a la manipulación ideologizante de la izquierda política y, por supuesto, por su mayor número en Rossio- no se suma nadie: expulsar al FMI (ejemplo, ejemplo y ejemplo), acabar con el capitalismo y exterminar a la burguesía (ejemplo = ejemplo), iniciar la revolución socialista, luchar contra la derecha. Entiéndase: no se suma nadie que no sea de esos dos partidos políticos, porque esos cuatro temas, junto con los de las “revoluciones árabes” y la NATO, han sido prácticamente los únicos de que se han tratado en las asambleas, y cuando alguien intentaba plantear un rumbo interesante para el movimiento era en seguida boicoteado por los activistas políticos, que cogían el micrófono o el megáfono y volvían al FMI, o al capitalismo, perpetuando así la falsificación.

En Lisboa, pues, se ha falsificado el movimiento, empezando por el nombre (ya se sabe que, a la hora de manipular, el lenguaje es un instrumento esencial). Dada la fuerza de esta falsificación se ha producido el escamoteo de una oportunidad única, porque Lisboa es la capital de Portugal, la ciudad con mayor número de habitantes del país, y era aquí donde el movimiento podría haber comenzado con fuerza, pero está visto que, muy a mi pesar y muy a pesar de muchas personas ilusionadas con este momento histórico, no hay nada que hacer mientras estos politiniños sigan pervirtiéndolo en beneficio de sus propios intereses, porque una cosa hay que tener clara: da igual que haya policías infiltrados, periodistas infiltrados o perros-policía infiltrados. Da lo mismo. Mientras los activistas de izquierda estén ahí, el movimiento no irá a ningún sitio: no va a crecer, sino todo lo contrario, pues ya ha disminuido muchísimo el número de asistentes, y cuando la gente que tiene ganas de hacer cosas y de moverse para luchar por este movimiento, la gente que empezó con ilusión y que ha estado y sigue estando ahí, en Rossio, todos los días; decía que cuando esta gente se canse del mamoneo de los políticos estos, el movimiento va a derrumbarse, porque la gente se va a ir, va a abandonarlo (aquí un ejemplo de un profesor que, con ilusión y ganas, estuvo varias veces y que, una vez constatada la falsificación de este movimiento, dejó de ir, desilusionado: Uma voz no Rossio... uma semana depois!) y, entonces sí, se van a quedar sozinhos estos políticos de izquierda. Entonces, supongo, se irán a hacer las asambleas a sus locales, no sé si a los del BE, a los del PCP o a los de la RGA; por mí como si hacen las asambleas encima de la estatua de Don Pedro IV: me es indiferente.

Y es que, señores, en todos lados hay políticos que lo joden todo, porque, por definición, todo político es corrupto, y todo lo corrompe. Creen que gente como yo, que observo, converso, reflexiono, escribo y publico lo que pienso, está saboteando el movimiento: es normal que lo piensen, pues en su línea de pensamiento dogmático todo lo que no comulgue con sus objetivos y se pliegue fielmente a sus aspiraciones es un elemento extraño y nocivo, subversivo y antirrevolucionario, pero, miren, a mí me gusta revolucionar la revolución. Y me gusta más poner en evidencia la manipulación que llevan a cabo los políticos: todos los políticos, sean del signo que sean.

Estos políticos, en concreto, dicen que quieren luchar contra el sistema y no se dan cuenta de que lo único que están consiguiendo es proteger el sistema con la fuerza de su falsificación.


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6 comentarios:

Lou dijo...

joder con portugal!! apoyo y a imitar...apoio total

no dijo...

Eu não pertenço a nenhum partido politico nem quero pertencer. Mas acho que é importante falar da intervenção do fmi com governo e outros partidos, porque essa intervenção significa salários mais baixos, piores condições de trabalho, impostos mais altos, etc.

Num país em que os salários já são miseráveis, as condições de trabalho vergonhosas, os impostos são muito altos,etc. acho que esta é uma questão que merece ser debatida.

O que eu acho é que o nosso amigo espanhol que escreveu o artigo (e provavelmente ajudou a destruir a assembleia ao diabolizar a questão do fmi) não tem que trabalhar duro para receber muito pouco e pagar muitos impostos.
Provavelmente tem a vida bem confortável sem ter que mexer a palha e é por isso que não apresenta alternativas para debate mas só sabe destruir as que são apresentadas.

Foram tipos como tu que destruíram a assembleia. Parabéns ó seu destrutivista. Infelizmente o mundo é vosso.

Anónimo dijo...

Do meu comentário no Facebook

"Os problemas estão perfeitamente identificados. Resta apresentar soluções. Para mim, é deixar inundar ainda mais o Rossio do discurso ideológico e partidário até que se afogue nele próprio definitivamente, e na altura certa [talvez antes do afogamento referido] ocupar outra praça, de preferência com preparação atempada e em massa, focando no que realmente interessa"

Leonor Areal dijo...

Caro Ed. Expunctor,
o defeito de que acusas os outros é o mesmo que tens: o de querer impôr uma agenda própria, neste caso a da "democracia verdadeira já". Mas por que não podem outros defender a sua democracia se tiverem dela uma visão diferente? Não tardam começam aí a aparecer vários grupos cada um clamando a sua democracia como mais verdadeira... seitas, portanto. Ninguém devia achar que detém a verdade mais que os outros. O teu problema (tenho lido este blogue atentamente) é que não entendes a realidade portuguesa. Aqui ainda não há consciência bastante para perceber os defeitos do sistema de votação. A consciência que há sobre democracia é muito recente e está ligada à intervenção do FMI exclusivamente: as pessoas (algumas, poucas, só as de esquerda) perceberam que deixou de haver democracia quando o programa de governo é feito por uma troika e gerido pela UE. Portanto, para nós, a entrada do FMI é o momento crucial em que se percebeu que esta democracia é falsa. Portanto: para nós, ainda, FMI = falsa democracia, entendido? Se queres chegar à democracia verdadeira tens que passar pela denúncia das medidas de austeridade impostas através do FMI, não há como contorná-lo.
Também é falso que o BE e o PCP se tenham infiltrado no Rossio. O que acontece é que há pouca gente e a que há são esquerdistas, sim. E daí? Quem mais haveria de ser? O cidadão comum ainda não percebeu - mesmo - o que é FMI, acham até que vem "ajudar", uo está toda a gente com medo de perder o pecúlio que tem no banco. Não podemos dar o exemplo da Grécia sequer, pois, como podes constatar - aqui ou em Espanha ou na Inglaterra - os jornais omitem que há milhares de pessoas revoltadas e protestanto pacificamente. Como queres que as pessoas saibam que democracia querem se não sabem senão o que lhes impingem: a "ajuda" do FMI?
Por fim, queria dizer-te que, se estás aqui como emissário da "spanishrevolution", terás que entender que democracia pode significar muitas coisas diferentes, e é diferente conforme os lugares e as necessidades das pessoas; e mais: deves aliar-te aos locais, e não combatê-los com essa coisa - impensável! - dos consensos. Além disso, como esperas que os portugas saibam quais as propostas do "democracia real ya" se não há qualquer texto de propostas em português? Deves mesmo considerar que os vossos métodos criam bastantes suspeitas aqui, funcionam contra os vossos propósitos. Cheiram a imposição. Ninguém gosta disso... Em Lisboa sê lisboeta :) E se puderes usa o teu nome próprio, que é cortês, simpático e dá mais confiança...

Ana dijo...

Todos os dias entro neste blog para ler as "opiniões" do autor, porque são isso, opiniões. Entro porque gosto da sua forma de argumentar e porque me parece uma pessoa virada para o diálogo e para o consenso, sim, para o consenso, que não é outra coisa do que ouvirmo-nos uns aos outros um bocado mais, deixar de lado o que nos separa e pôr sobre a mesa o que nos une. O que nos une a todos, as pessoas de Espanha, da França, de Buenos Aires, até da China, pessoas que fizeram uma mudança de consciência e perceberam que existem outras formas de lutar mais internas, mais lentas, mas que se calhar vão ter o poder de mudar o mundo.

"Em Lisboa sê Lisboeta"... esse comentário parece-me tão limitativo... parece-me tão limitativo ficar num canto, a defender com unhas e dentes que nós somos diferentes, que temos outros problemas, quando nós, espanhóis, portugueses, gregos, cidadãos do mundo somos todos PESSOAS, que procuramos o mesmo e que temos a mesma luta global: viver num mundo diferente onde possamos ser incluídos, não excluídos, seja por quem for...

Essa é a base da tal "Spanish revolution" ou da "Democracia real ya", foi assim que nasceu. Também nasceu assim cá, em Portugal, à frente do consulado de Espanha. Depois o movimento transformou-se noutra coisa, nem pior nem melhor, mas sim diferente. E apesar de tudo, o autor deste blog continuou a lutar, não a tentar impôr, simplesmente, se calhar, a tentar encontrar consenso (que não é impossível, é o caminho mais lógico para sermos comunidade e não individualidade), e continuou a dizer: vamos deixar todos o ego na gaveta e experimentar uma coisa diferente do que se fez até agora.

Parece-me que há demasiadas coisas pelas quais lutar neste mundo como para perder o tempo a lutar entre nós. Os comentários que apenas atacam e não permitem o diálogo, esses sim, esses deviam ficar na gaveta.

Bruno dijo...

Y sigues con la mentira. Ya te he explicado que el PCP no esta presente en la acampada pero tienes ganas de ficcionar la realidad.